Persona
- Débora Pereira

- 19 de jun.
- 2 min de leitura
A imagem que você imagina que passa
Quanto mais inconscientes de nós mesmos, maiores são as chances de estarmos transmitindo uma imagem baseada em quem não gostaríamos de ser e menos sobre quem realmente somos. A Persona faz o papel de interação com o mundo externo e é responsável por carregar as características que acreditamos ou aprendemos a valorizar. Na interação com o outro, podemos aprender que ser de tal forma é bom, bonito ou adequado e o oposto deve ser evitado, negado ou desvalorizado. Ex: “nas experiências de vida que tive, observei e aprendi que pessoas que externalizam a raiva são más, então expressar a raiva é ruim e deve ser evitado, negado e desvalorizado. Já que evitar a raiva é o adequado, eu negarei essa emoção e, em situações de conflito, posso adotar uma postura agradável, oposta ao que estou sentindo de fato.”
Você não é a imagem que imagina que passa.
No exemplo que dei, a “máscara” em questão acredita que a raiva deve ser suprimida e não experimentada, acontece que esta emoção faz parte da condição humana e em inúmeras situações da vida ela sentirá e agirá com raiva, mas sem se dar conta disso, poderá até mesmo ser cruel e sádica e usar seus rompantes de raiva de forma desproporcional. Uma emoção não vivida não vai embora, costumo dizer que a emoção “vaza” seja se transformando em sintoma ps
íquico/físico ou em atitudes “inconscientes” aquilo que a gente não se dá conta e quando viu já fez. E assim, sem ter as características que sustentam a imagem imaginada, a máscara cai e mostra a outra face: a Sombra.
Obs: no próximo texto falarei sobre a Sombra a outra face da Persona ou o que a Persona se “esforça” para esconder.
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